Se tens acompanhado o AEscrever.pt, não é uma novidade para ti ler sobre currículos. O teu currículo é um “passaporte” para o mundo (mercado) de trabalho, portanto, é importante que o mesmo te represente da melhor forma.
Um dos pontos que mais gosto de referir quando alguém chega até mim com dúvidas sobre o seu CV é, exatamente, a estrutura a utilizar. Às vezes, as pessoas acreditam que a estrutura do seu currículo deve respeitar a ordem cronológica das suas experiências de trabalho/ formação, o que nem sempre é verdade.

O que está em causa?
No fundo, a forma como estruturas o teu currículo ajuda a leitura e a interpretação de quem o lê. Assim sendo, quando o/a teu/tua recrutador/a estiver a analisar o teu currículo, a sua atenção estará mais direcionada para determinadas informações (por norma, as informações que ocupam mais espaço terão outro impacto junto da pessoa que as está a interpretar).
Assim, é importante que percebas algumas coisas antes de estruturares o teu currículo. Por um lado, deves pensar em que fase da tua carreira te encontras, qual o caminho que tencionas seguir e qual o objetivo do teu CV. Por outro lado, deves perceber quais as informações relevantes que deves incluir no teu currículo que respondem à tua situação específica, às tuas necessidades profissionais e à vaga de emprego a que te candidatas.

De uma forma geral, vou explicar-te cada uma destas estruturas:
Currículo Cronológico
É o CV mais comum e que estás mais habituado/a a ver. Toda a informação sobre o percurso formativo e a experiência profissional aparece ordenada de forma cronológica. Estas são as secções de maior relevo neste tipo de estrutura. Esta estrutura é a mais indicada para quem, por exemplo, tem várias experiências de trabalho na mesma área a que se candidata ou para quem pretende subir na carreira e desenvolver o percurso profissional numa mesma área.
Currículo Funcional
Neste tipo de estrutura, o foco é aplicado nas competências, habilidades e caraterísticas profissionais desenvolvidas pelo candidato, independente da sua sequência temporal. No CV, as realizações profissionais apresentam maior relevo do que no CV cronológico. É a estrutura mais indicada para quem, por exemplo, se inicia no mercado de trabalho ou para quem pretende mudar de área de trabalho/ formação.
