Mas, afinal, os erros ortográficos têm ou não implicações na escrita formal? A nossa imagem profissional é ou não afetada pelos erros ortográficos que cometemos? É sobre isto que vais ler no artigo de hoje!
Certamente, só no dia de hoje, já te cruzaste com uns quantos erros ortográficos, nos mais variados meios: naquele “scroll” básico nas redes sociais, num rodapé das notícias, num e-mail que recebeste… Alguns são tão comuns que nem nos apercebemos deles!

Importa dizer aqui que não sou perfeita e que, portanto, tenho sempre o cuidado de verificar o que escrevo. Por vezes, os erros são de inserção e é fácil perceber (e diferenciar) erros desse género e os temidos erros ortográficos.
Vou descartar deste artigo o novo Acordo Ortográfico: falaremos, apenas, de erros ortográficos de forma geral.
Qual o “mal” dos erros ortográficos?
Se, como eu, costumas ter cuidado com a tua escrita, já ouviste o comentário “oh, não tem mal nenhum esse erro porque tu percebes o que quero dizer!”… Verdade! É, de facto, percetível o que queres dizer, no entanto, aquilo que “saltou” na tua comunicação foi o erro que cometeste. E tenho a certeza de uma coisa: não é esse o teu objetivo!

No contexto profissional ou académico (isto é, num contexto de escrita formal), a situação é, ainda, mais especial: a tua comunicação escrita pode tomar outros contornos pois, muitas vezes, é o primeiro meio e o principal de comunicação.
Vamos imaginar o seguinte cenário hipotético:
Tu és o responsável do processo de recrutamento para uma vaga na tua empresa. Recebes as candidaturas de emprego por e-mail e vais agendando algumas entrevistas através do mesmo meio. Quais candidatos te “convencem” logo através da sua comunicação: aqueles que escrevem e estruturam bem o texto, não apresentando erros de escrita, ou aqueles candidatos que não têm qualquer cuidado? Tenho a certeza que pensaste no primeiro grupo que referi.
Agora vamos imaginar o momento seguinte: durante esse mesmo processo de recrutamento, após a análise de todos os candidatos, restam duas candidaturas. Apenas um desses candidatos vai ocupar a vaga. Têm o mesmo tipo de experiência, as mesmas competências técnicas e conhecimentos semelhantes para desenvolver a função.
O candidato A apresentou a sua candidatura com uma carta de motivação bem redigida, manteve as suas comunicações escritas com cuidado e o seu discurso é fluente.
O candidato B apresentou a sua candidatura através de um pequeno texto no e-mail, por vezes apresenta erros ou lapsos no seu texto e o seu discurso torna-se pouco fluente.
Qual candidato escolherias? O candidato A, verdade?

No mundo do mercado de trabalho, onde vários candidatos semelhantes concorrem para uma mesma vaga, todos os detalhes marcam a diferença. E, por isso mesmo, já não podemos dizer que são detalhes…
Ora aqui está mais um artigo importante e que é para ter em conta. Pode fazer a diferença para a candidatura de emprego. Mas não só, quando comunicamos formalmente, escrever bem fica bem e transmite confiança.
Obrigado pelo artigo.
Olá, Mário! 🙂 Muito obrigada pelo teu comentário.
A comunicação formal (em qualquer contexto) é muito importante e, sim, transmite confiança. E isto aplica-se aos dois lados da comunicação! 🙂